"O teu desejo costumava ter asas de borboleta" Moro no teu beijo com fulgor desmedido e exorciso a hora do tempo partido Sou névoa sobre os teus olhos o arquitecto do sorriso capitão que perdeu o navio ao rumo a dois passos do paraíso As aves aos bandos esvoaçam-te os cabelos e anunciam o teu perfume laranja, a embriagar folguedos perco-me aos gomos ansioso do que fomos O teu desejo costumava ter asas de borboleta lembras-te de cozinharmos o tempo com pimenta e alho?