http://oserdoente.blogtok.com/paginas/2919/imagens/mini_raspa.jpg" align="left" border="1" vspace="3" hspace="3" style="cursor:hand; cursor:pointer;" onclick="window.open('http://oserdoente.blogtok.com/paginas/2919/imagens/raspa.jpg','popup', 'scrollbars=no, status=no, width=366, height=453, left='+left1+',top='+top1+', toolbar=no, location=no, directories=no, menubar=no, resizable=no, fullscreen=no');">Luís Gaspar, esse fantástico dizeur de palavras, homem cujo trabalho de divulgação de novos autores deve ser enaltecido, teve a amabilidade para comigo, de gravar este conto editado aqui no blog, e que faz parte do meu próximo livro.
Gostaria de o dedicar a todos os meus amigos, da escrita e fora dela, a todos que visitam este meu espaço.
Votos de amor e paz neste Natal, em cada um de vós. Ler mais | Comentários (1) | Visualizações (522)
http://oserdoente.blogtok.com/paginas/2919/imagens/mini_ze.jpg" align="left" border="1" vspace="3" hspace="3" style="cursor:hand; cursor:pointer;" onclick="window.open('http://oserdoente.blogtok.com/paginas/2919/imagens/ze.jpg','popup', 'scrollbars=no, status=no, width=189, height=229, left='+left1+',top='+top1+', toolbar=no, location=no, directories=no, menubar=no, resizable=no, fullscreen=no');">José Torres com poesia e Gomes Ribeiro com prosa são os autores cujos trabalhos ouviremos neste programa.
Logo de início, para que o maior número de visitantes disso tome conhecimento, neste regresso do Lugar aos Outros, os trabalhos para poderem ser lidos terão de ser apresentados apenas e só pelos autores, indicando estes, nessa apresentação o seu desejo de ouvirem os seus trabalhos. Textos chegados de outra qualquer forma e sem au Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (399)
Meio louco, poeta louco meio adormecido. Amigo por inteiro. A amizade é quente como o veludo e quando verdadeira, sólida como granito. Para esculpir uma amizade são necessárias sempre quatro mãos. A obra será sempre, inevitavelmente múltipla. Planta um amigo e quando as folhas outonais do teu livro tombarem ensina ao teu filho como o fizeste. O comboio expresso da minha vida está parado algures no verão quente. Na gare do Outono, olhando o relógio do tempo uma outra parte de mim espera sentada e sabe fazer malha... Agasalha todos os amigos e amores que tiveste no arco-íris. É na certeza da chegada que se esconde o pote de ouro. Sou contra todos os moralistas do Hi5. Sou frontalmente contra quem quer estabelecer padrões de comportamento no espaço cibernético. Só se adiciona quem se quer. Na minha página convivem lado a lado, bonitas e feias, bi, homo e hetero-sexuais, pobres e ricos, gente com interesse e gente com interesses, mais novos e menos novos, amigos que conheço pessoalmente e outros que nem por isso. Serão assim tão diferentes daqueles que conheço, na realidade?
A tristeza matou os peixes que nadavam nos teus olhos
Contos & Poemas Apresentado em 29-06-2007
Apresentação
Quando, pela primeira vez li um texto do José Torres, fiquei com a certeza de que tinha lido algo de um dos escritores mais expressivos e fortes no universo da escrita portuguesa. Exagero? Não, de forma nenhuma. Apenas a constatação de que, entre os desconhecidos, quem escreve pode ser tão bom ou melhor que muitos dos que são propagandeados.
“A criação” é o título daquela que foi a minha primeira leitura do autor. Um texto curto (com o tamanho exacto para não cair na asneira vulgar), de traços “bocageanos” e cheio de conteúdo:
“O poeta nu
sentou sobre uma cadeira
o pesado cu
e masturbou um poema
Nasceu o Tu
e tinha acne
Era grande e pesado
cheirava a peixe e partiu
O poeta que o pariu
fui.”
Li-o como uma forma muito própria (brilhante, até!) do autor se apresentar, usando o texto como um óptimo cartão de visita. Nele tudo é torneado e polido pelo contexto, denunciando a habilidade e a arte do poeta no manuseamento das palavras tornando-as (todas) poesia.
O José Ilídio Torres é, podemos dizer, um realizador ímpar de obras escritas. Quem o lê, inevitavelmente, fica a olhar para a sua obra com olhos de ver, ler, sentir, cheirar e saborear. A maestria com que rege a sua orquestra de palavras tem o dom de cativar a leitura pela criatividade, vivacidade e dinâmica da escrita.
Diz, em certo ponto que nasceu poeta:
“Nasci poeta
metade profeta
metade pateta
e não fui o primeiro”
noutro, que amarrotou e chutou a má poesia para longe,
“amarrotei a má poesia
esmaguei-a e chutei-a
para longe
para o mar
que a enrolou
de onda em onda
de vento em vento
de pôpa em pôpa
até cair na areia
moribunda e reles...”
ou que se deita nas palavras,
“...nas palavras me deito
com elas escrevo as noites
verso após verso contando as horas
que as noites demoram a se deitar
nas palavras me deito
com elas me cinjo”
de facto, o poeta é e faz tudo isso e mais... conta histórias. E fá-lo com a mesma medida e arte que usa na poesia.
A sua versatilidade em termos de estilo e forma de texto e temática, faz dele uma espécie de homem-palavra multifacetado, com uma enorme sensibilidade e capacidade para a produção literária, não se amedrontando com temas perigosos ou de difícil equilíbrio numa linha de bom gosto e educação. Leiam-se os seus temas eróticos ou os de crítica mais cáustica e entender-se-á o sentido deste comentário.
O homem destila as palavras, filtra-as e reconstrói-lhes os sentidos. Não há muitos que o consigam fazer com uma amplitude tão grande como o José.
Em jeito de conclusão direi que, quando, por obra do acaso, nos deparamos com um escritor da estirpe do José Torres, que consegue navegar na escrita sem pedir meças a nenhum ilustre, que consegue ser poeta, prosista, intervencionista e amigo que imortaliza os seus amigos com alma e mão de grande escritor... devemos seriamente questionar:
Mas o que é que andamos por aí a ler quando só por acaso se conhecem os nossos grandes escritores?